O Novo Homem

"Não tenho medo da morte. Antes tenho medo da minha mente"

domingo, janeiro 29, 2006

Como se sente um Balança


Balança - Sol em queda

O Sol é o planeta que mostra a nossa identidade, e representa a nossa chama interna. Todas as almas são únicas e especiais, pois cada uma percebe o mundo duma maneira diferente e cada uma viverá as suas próprias experiências pessoais. A posição do Sol no nosso mapa mostra onde e como nós nos sentimos especiais, luminosos, vivos, e mostra o que emanamos naturalmente ao mundo.

Em Balança, a alma vai estar focada na harmonia entre todas as coisas que a rodeia, e na harmonia entre si e os outros. É um signo de ar, orientado para a beleza, para as outras pessoas, mais do que para o seu próprio desenvolvimento. Um Sol em Balança está preocupado com as opiniões dos outros sobre si próprio, e isso torna impossível para este signo exprimir-se duma forma livre e confiante, pois tende a deixar as suas ideias para um segundo plano.

Como vivemos num mundo de polaridades, a tarefa de equilibrar tudo e todos é impossível de cumprir. Os Balanças podem sentir, no fim das suas vidas, que se sacrificaram para fazer do mundo um lugar mais pacífico, mas no fim o conflito ainda existe eles acabaram por não viver a sua própria vida, da sua maneira.

Tendo o Sol em Libra, o que me faz sentir mais vibrante e solta é quando aprecio uma obra de arte, quando recebo um grupo de amigos, ou quando vivo a minha vida com sorrisos e sem preocupações como se estivesse algures numa nuvem. Mas torna-se difícil dar as minhas opiniões quando sei que elas irão colidir com as de outros, e sou facilmente sugestionada e moldável, o que leva a que muitas vezes nem saiba qual é a minha própria opinião.

Decidir é uma tarefa difícil quando se considera constantemente todos os prós e os contras de cada acção a tomar, e naturalmente acabarei por deixar que outros decidam por mim. Como tal, o sentimento de importância e confiança atribuído ao Sol está de certa forma atenuado, pois sinto que as minhas opiniões não são ao fim e ao cabo assim tão importantes, desde que todos se sintam felizes.

Costumo por isso dizer que ser Balança seria muito bom no Céu, mas é altamente desgastante na vida diária da Terra.

Mas como para todos os 12 signos do Zodíaco os Balanças têm algo a aprender, e voltarão no fim à Unidade, depois de integradas todas as experiências possíveis nas diferentes encarnações. Os doze signos serão assim doze arquétipos, doze grandes maneiras de ser, que abarcam esta grande experiência que se chama Humanidade.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Canalizadores e Canalizações


O canalizador, em bom português é aquele cujo trabalho é reparar canos de água, banheiras, sanitas e outras coisas mais. Por sua vez, canalização é uma forma de comunicação psíquica através da qual se obtêm mensagens de sabedoria espiritual e inspiração de outros Mundos.

Para aqueles mais afastados da espiritualidade, a confusão entre estes dois termos parece inevitável. É curioso observar que esta confusão não existe na língua inglesa. “Plumber” nada tem a ver com “channelling” e tampouco cano se diz “cane”. Mas enfim, deixemo-nos de divagações e passemos ao que interessa.

Judy Hall (astróloga e professora no “The College of Psychic Studies” de Londres), sugere algumas questões que o canalizador se deve colocar quando decide fazer uma canalização. Ei-las então:

- Estarei a canalizar num local seguro, limpo e puro?

- Estará a minha energia equilibrada e ao seu mais alto nível de consciência e pureza?

- Qual é a fonte da minha canalização?
(Estarei mesmo a canalizar um ser evoluído? Há a possibilidade de estar a canalizar um ser do plano astral?)

- Não estarei eu a canalizar a minha mente subconsciente, a minha imaginação ou o meu ego? (o conteúdo da canalização pode servir de pista)

- Estarei eu a ouvir o que, secretamente, quero ouvir?

- Tem a minha canalização algum valor real e prático? Ou são apenas desejos e máscaras da realidade?

A canalização pura e verdadeira pode, por isto, ser mais complexa do que à partida se possa julgar. Aqueles que estão conscientes que podem comunicar com entidades espirituais devem ter também a consciência de que mensagens com um cariz de crítica, fatalismo ou que simplesmente não façam vibrar o Amor em nós devem ser encaradas com desconfiança.

Infelizmente, o processo de canalização faz apelo ao ego. Qualquer pessoa que se sinta insignificante ou inferior pode sentir-se valorizada por canalizar uma entidade espiritual altamente evoluída. E isto pode ser uma armadilha pois pode levar a que a canalização ofereça expectativas irreais ou promessas de mudanças miraculosas de vida àquele que canaliza.

Outra armadilha centra-se no facto de que o conteúdo da comunicação tem de passar através da mente daquele que canaliza. O vocabulário, os conceitos e os preconceitos do canalizador podem “contaminar” até a melhor mensagem. O que sai da boca do canalizador (ou do livro) pode estar a anos-luz daquilo que originalmente foi comunicado.

Eventualmente, se a entidade comunicadora que está envolvida numa canalização não abandona aquele que canaliza, então uma “incorporação” tem lugar. Mas tal assunto vai para além deste texto. Para os eventuais interessados em tal matéria e com vontade de fazer umas pesquisas no google (passe a publicidade), a palavra inglesa para incorporações é “walk-in”.

Até amanhã!

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Sarah Bain - Transform Your Life With Love, 2003

É urgente o Amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
Ódio, solidão e crueldade,
Alguns lamentos,
Muitas espadas.
É urgente inventar a alegria,
Multiplicar as searas,
É urgente descobrir rosas e rios
E manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
Impura, até doer.
É urgente o Amor, é urgente
Permanecer.

Eugénio de Andrade

segunda-feira, janeiro 23, 2006

"What a Wonderful World"


WHAT A WONDERFUL WORLD

(George Weiss / Bob Thiele)

I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself, what a wonderful world

I see skies of blue and clouds of white
The bright blessed day, the dark sacred night
And I think to myself, what a wonderful world

The colours of the rainbow, so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shakin' hands, sayin' "How do you do?"
They're really saying "I love you"
I hear babies cryin', I watch them grow
They'll learn much more than I'll ever know
And I think to myself: "what a wonderful world"
Yes, I think to myself: "what a wonderful world"

Oh yeah

domingo, janeiro 22, 2006

Sorriso do Amor

Há já muito tempo,
Perguntei-me onde estarias tu.
Não sabia sequer se existias,
Mas acreditava que um dia,
Com ou sem nevoeiro...
Aparecias na minha vida.

Era Outubro quando te vi,
E soube então que eras tu...

Eu mudei,
Tu mudaste,
A Vida mudou...

E hoje, apenas sei que te Amo!

Não quero perceber a Vida,
Não quero controlar o Mundo,
Não quero trazer-te até mim...

Podes ir, podes vir...
Podes até fugir,
E eu, assim como no 1º dia em que te vi...
Continuarei a sorrir!
Porque um dia... te conheci

quinta-feira, janeiro 19, 2006

"There is no way to happiness, happiness is the way."
Buddha

terça-feira, janeiro 17, 2006

O Novo Homem

Dawning of a New Age - Jesse Barnes, 1999

Eu amo as estrelas.

Amo cada erva no chão,

Amo as boas e as daninhas,

As bonitas e as imperfeitas.

Fica-me o coração grande,

Quando vejo um humano que passa;

Quando inspiro e expiro,

Quando sinto o quente da terra que piso.

Apetece-me partir pelo mundo,

Para ajudar todos os pobres,

Para brincar com todas as crianças,

Para dizer a todos que a Nova Era chegou.

Eu vivo, já não sobrevivo,

Pois sei que sou imortal,

Pois já só trabalho no que brilho,

Para dar os meus dons ao mundo.

Amo tudo! Pois tudo é parte do mesmo.

Tudo vibra em mim.

Tudo caminha para o Todo.

Tudo eu abraço e cumprimento.


Eu sou Um com o ar que respiro,

Com as montanhas, os pássaros

Contigo,

Com o universo inteiro.

Eu Sou. O Novo Homem.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Astrologia, Aura e Pureza (Parte II)

Templo da Pureza

Continuando então a conversa de ontem...
Bom, e como é que se há-de agir sobre a aura?
Pode-se fazê-lo de 2 maneiras. Em primeiro lugar, por intermédio de uma vontade consciente, isto é, fazendo exercícios de concentração nas cores, imaginando que se nada nas cores mais puras e mais luminosas. Para ter uma ideia exacta das sete cores, deveis servir-vos de um prisma. As cores que vedes na Natureza, nas flores ou nas aves, nunca são exactamente as da luz solar, ao passo que com o prisma vereis o vermelho, o laranja, o amarelo, o verde, o azul e o violeta autênticos...

Seguidamente podeis fazer um exercício imaginando que as cores saem de vós e se prolongam no espaço, que estais mergulhados nessa luz, nessas cores, que estais rodeados duma atmosfera luminosa e que enviais o vosso amor para todo o Universo. São exercícios tão agradáveis que pode acontecer que, quando estiverdes a fazê-los, não vos apeteça parar!

O segundo método é esforçar-se por adquirir as virtudes: a pureza, a paciência, a indulgência, a generosidade, a bondade, a esperança, a fé, a humildade, a justiça, o desapego. Aqueles que acham que a natureza dos seus actos, dos seus pensamentos e dos seus sentimentos não têm importância nenhuma porque a moral e a religião estão fora de moda e não se deve dar-lhes importância, desfiguram a sua aura e só produzem cores feias e sem brilho, vibrações caóticas e desarmoniosas.

Este segundo método de que vos falo é o mais seguro. Vós esforçai-vos por adquirir as virtudes, e são as próprias virtudes que formam a aura. Evidentemente, podeis reunir os dois métodos, isso é melhor ainda. Por intermédio das virtudes, o processo ocorre naturalmente; por intermédio da vontade consciente, ele dá-se também, mas é menos eficaz. Sim, porque se todos os dias praticardes exercícios de concentração na vossa aura mas ao mesmo tempo viverdes uma vida absolutamente vulgar, transgredindo as leis divinas, estareis a construir dum lado mas a demolir o outro.

Por isso é melhor juntar os dois métodos: viver uma vida honesta, pura, cheia de amor, e ao mesmo tempo trabalhar conscientemente, com a imaginação, para melhorar a aura.
Omraam

domingo, janeiro 15, 2006

Astrologia, Aura e Pureza (Parte I)


“Em Astrologia, costuma falar-se em planetas benéficos e planetas maléficos. Mas então, como explicar que um mesmo planeta possa agir favoravelmente sobre certas pessoas e desfavoravelmente sobre outras? É simples: aqueles que só recebem as suas más influências não estão preparados para captar as boas. Na realidade, todos os planetas são benéficos mas a sua acção sobre o homem depende da aura deste. Se na aura existirem elementos que não deixam as influências benéficas dum planeta penetrar nele, as correntes que este planeta envia alteram-se, desmantelam-se e produzem efeitos nocivos. Mas se a aura for pura, poderosa, todas as influências, mesmo as más, se tornam boas para ele. Marte, Saturno, Urano e Plutão são considerados planetas maléficos; na realidade são-no, sobretudo para as criaturas que não deixam passar as suas virtudes. As boas qualidades de Marte são a vontade, a audácia, o desejo de vencer as dificuldades, de alcançar o objectivo que se fixou; e as más são, evidentemente, a crueldade, a violência, a necessidade de destruir. As boas qualidades de Vénus são a bondade, o encanto, a delicadeza, e as más a sensualidade, a leviandade, a infidelidade. São os bons ou mau aspectos destes planetas que se manifestam no ser humano, consoante a sua aura está pura ou obstruída por elementos que, por afinidade, atraem as suas boas ou as suas más influências. Por conseguinte, a questão que se coloca ao discípulo é a de saber preparar a sua aura para que ela receba apenas as influências favoráveis dos planetas, pois, contrariamente à opinião da maioria dos astrólogos, as boas ou más influências dos planetas sobre um ser humano não dependem exclusivamente do Signo e da Casa na qual se encontram, nem dos aspectos que formam entre si; essas influências vão manifestar-se de modos diferentes consoante o grau de evolução da pessoa. Por isso se diz que «os astros inclinam, mas não determinam»”
Omraam

E como a conversa já vai longa, amanhã falar-vos-ei da maneira que Omraam encontrou para se agir sobre a própria aura, tornando-a mais forte e pura...

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Ser Trabalhador da Luz


Quando, há algum tempo atrás, li pela primeira vez a expressão Trabalhador da Luz, achei que seria fascinante sê-lo e senti, desde logo, a vontade de vir a ser Trabalhadora da Luz. Que boa sensação eu tive!

A julgar pelo que li, fiquei a achar que um trabalhador da Luz seria uma pessoa muito pacificada, com muita luz e capaz de ajudar os outros, enfim uma pessoa que estaria sempre em harmonia consigo, com os outros e com a Vida.
Ao logo destes anos que entretanto passaram, tenho-me apercebido de que não é bem assim, ou melhor, talvez seja, mas, para lá chegar é preciso um trabalho muitas vezes difícil, mas creio que fascinante e transformador.

Afinal o que é um Trabalhador da Luz?

Não pretendo chegar a nenhuma definição ou conceito, mas sim perceber melhor qual a sua função, o seu trabalho.
Sim, porque um Trabalhador da Luz é, primeiro que tudo um trabalhador. Não é uma pessoa que está instalada no conforto, na paz e na harmonia. Tampouco é alguém a quem tudo lhe decorre bem, segundo a sua vontade e desejos, mesmo os mais harmoniosos.

Digamos então que a Luz é o seu instrumento de trabalho. E é com a Luz que ilumina a escuridão. É esse o seu trabalho: iluminar a escuridão. E o que será a escuridão? A escuridão pode ser tanta coisa! São palavras carregadas de negatividade, são pensamentos e sentimentos inferiores, como a raiva, o ciúme, a inveja, a intolerância e tantos outros. Os nossos e os dos outros com quem interagimos. Essas palavras, esses pensamentos e esses sentimentos criam inevitavelmente situações que nos provocam mal-estar, insatisfação, dor, doença e frustração.

Ora voltando ao assunto, ser Trabalhador da Luz é ser capaz de se pôr em causa, de iluminar a escuridão (incluindo a própria escuridão), transformar os seus pensamentos e sentimentos negativos. O trabalho consistirá em olhar para as situações difíceis com um olhar de aceitação e de transformação. Primeiro, aceito e amo aquilo que sou, tudo o que sou, a minha LUZ, mas também a minha sombra. Só assim serei capaz de transformar, de ir iluminando a sombra.

Que belo é o trabalho do Trabalhador da Luz!
Façamos então o nosso trabalho. E não há nada nem ninguém que o possa fazer por nós!

terça-feira, janeiro 10, 2006

A Alienação e o Sonho

Light Trees

Esta manhã, liguei a televisão. Já há algum tempo que me cansei de ouvir relatos de assassínios, intrigas entre políticos, dramas e tragédias. E é por isto que tal gesto me pareceu estranho. A publicidade, o culto do a-beleza-acima-de-tudo ou estórias irreais são coisas que me arrastam para o exterior e não acredito que seja no exterior que se encontra a felicidade. O que vejo não, não é isto... vejo uma sociedade que continua orientada para a vida dos 5 sentidos, sem sobrar tempo algum para a vida espiritual. Claro que na escravatura dos 5 sentidos se vive, mas é uma vida que esconde a verdadeira Vida. E nós, imersos que estamos nesta corrente de estímulos sensoriais, temos medo de parar. Pois ao parar, surge o vazio. O vazio existencial, que nos incomoda e que nos faz sentir sós e pequenos. (Alguém nunca o sentiu? Aos domingos à tarde? Uma prisão no peito?) E, para mim, é nas tentativas de preencher esse vazio que surge a alienação. Os instrumentos da alienação são muitos e a televisão será um deles... E o álcool é outro.

Pois, como ia dizendo, liguei a televisão. Dei então comigo a ver um debate (por acaso, interessante) sobre o problema do alcoolismo no Reino Unido (em 2005, cerca de 5 milhões de adolescentes deram entrada nas urgências dos hospitais devido a consumo exagerado de álcool). Alguém, altamente defensor da Pub Culture, argumentava que há perigos bem maiores que o álcool, como os autocarros e as fugas de gás! Ri-me e continuei a ver o programa. No final ninguém tinha tentado descobrir o que leva tanta gente ao álcool. E no fundo, à alienação.

Se fizessem um estudo sobre a origem da alienação penso que a conclusão não seria “as pessoas são estúpidas e anormais!”. Penso que a conclusão seria: “o vazio”! Não sei quem terá criado o vazio, quebrando o sentimento de Unidade e de Comunhão e nunca soube de ninguém que soubesse tal coisa. No entanto, tenho a dizer que o vazio não é a verdadeira realidade. O vazio é uma ilusão. Acredito que por detrás do vazio existe um outro mundo. Um mundo de plenitude, dilatação, liberdade, leveza e alegria. Quem medita, saberá do que falo. É um mundo a que só se pode ter acesso desligando o botão dos 5 sentidos e desenvolvendo outros sentidos que nos podem realmente pôr em contacto com planos mais vastos e mais reais.

No fundo, com esta conversa toda queria apenas dizer que tenho um sonho (e não estou a ser nada original). Tenho o sonho de nos ver, a nós seres humanos, a olharmos uns para os outros como irmãos, perdidos no mesmo vale. E a juntos, vencermos o medo da escuridão e a voltarmos para o sítio de onde saímos um dia: a Luz!

sábado, janeiro 07, 2006

A Fé Que Move Montanhas

A Luz Divina

Numa noite de luar, um certo homem estava a dormir na sua cabana quando, de repente, o seu quarto ficou cheio de luz e Deus lhe apareceu. Deus disse ao homem a tarefa que ele deveria fazer e mostrou-lhe uma grande rocha na frente de sua cabana.
Deus
explicou então que o homem deveria empurrar a rocha com toda a sua força. E foi o que o homem fez, dia após dia.

Ao longo de vários dias, que depois se tornaram meses e anos, ele pelejou de sol a sol; com os seus ombros escoriados na fria e maciça superfície da rocha imóvel, empurrando-a com toda a força que tinha.
A cada noite, o homem regressava à sua cabana aborrecido e sem roupa, sentindo que havia gasto todo o seu dia em vão. Pensamentos de desilusão e desânimo começaram a tomar conta da mente do homem, que dizia a si próprio: "Tenho empurrado esta rocha há tanto tempo e ela ainda nem sequer se moveu".
Isto dava ao homem a impressão de que a sua tarefa era impossível e que ele era um fracassado.
"Por que me hei-de eu esfolar a tentar fazer isto?", pensou. "Farei apenas o possível, esforçando-me ao mínimo e isso será suficiente".

E era o que ele planeava fazer, até que um dia decidiu fazer desse plano um alvo de oração e levar os seus pensamentos atribulados a Deus.
"Senhor", disse o homem, "eu tenho trabalhado arduamente e por muito tempo em Teu serviço, colocando toda a minha força para cumprir aquilo que me pediste. Entretanto, após todo este tempo, eu não consegui mover essa rocha por nem um milímetro. O que está errado? Qual a razão da minha falha?"

Deus respondeu: "Meu filho! Quando te disse para me servires e o aceitaste, Eu disse que a tua tarefa seria empurrar a rocha com toda a tua força e isso é o que tens feito. Eu nunca sequer mencionei que esperava que tu a movesses. A tua tarefa era empurrá-la. E agora vens a mim, após todo o teu esforço, julgando que falhaste. Mas será isso realmente verdade? Olha para ti mesmo. Os teus braços estão fortes e musculados, as tuas costas estão enrijecidas e bronzeadas, as tuas mãos estão calejadas pela pressão constante, as tuas pernas tornaram-se musculosas e firmes. Pela oposição, cresceste muito e agora as tuas habilidades superam aquelas que tinhas antes. Mesmo assim, não moveste a rocha, mas o Meu apelo foi simplesmente para seres obediente e empurrares, exercitando a tua fé e confiança na minha Sabedoria. E isso foi o que fizeste. Agora, meu filho, Eu mesmo moverei a rocha".

Moral da estória: Por vezes, quando nos chega um sinal de Deus, tendemos a usar o nosso intelecto humano para decifrar o que Ele quer. Mas na verdade, Ele apenas nos pede fé e perseverança. Exercitemos a nossa fé, pois Deus encarregar-se-á de mover a montanha.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

"The world is too big. And my brain is too small"
PJ Noble

quarta-feira, janeiro 04, 2006

O Eu Que Observa e Ama

O Anjo Solar - Ellis, 2002

Às vezes sinto que o mundo está só na minha cabeça.

De um momento para o outro,

Posso passar da maior felicidade e amor interiores

Para um estado de tristeza e angústia.

Isto é estar vivo e ser um Ser Humano.

É sorrir e a seguir sofrer.

E saber que se vai sorrir outra vez.

Os dias passam cada vez mais velozes,

é de manhã

e logo de seguida anoitece outra vez.

O sentimento de entusiasmo pela chegada do novo dia

não consegue no entanto apagar-se

perante a crescente evidência

que logo esse mesmo dia vai acabar.

E no entanto, eu continuo aqui.

Os dias passam,

passam por mim mas não me levam.

Fico igual, expectante, observadora,

com as minhas respirações, o meu coração a bater,

os meus medos, as minhas alegrias, os meus prazeres.

O espelho teima em dizer-me que hei de ficar velha.

Que estranho!

Sou mesmo eu aquela ali?

Eu não sou assim!

O meu verdadeiro Eu é o que eu sei que sou.

É o que eu me julgo.

E Eu observo aquela assim como observo o mundo.

terça-feira, janeiro 03, 2006

Em Busca de Protecção Divina

Archangel Michael

Quando em busca de Protecção Divina, oremos:

“São Miguel à frente,

São Miguel atrás,

São Miguel à esquerda,

São Miguel à direita,

São Miguel em cima,

São Miguel em baixo,

São Miguel, São Miguel, onde quer que eu vá.

EU SOU, e o Seu Amor me protege aqui

EU SOU, e o Seu Amor me protege aqui

EU SOU, e o Seu Amor me protege aqui"

Quando rezada 3 ou 12 vezes de cada vez, esta oração trará uma protecção mais eficaz. Ao longo da oração, podemos também visualizar o Arcanjo Miguel em cada uma das posições (à frente, atrás, à esquerda, à direita, em cima e em baixo), a proteger-nos e a irradiar a sua Luz. Isto criará um espaço seguro que nos protegerá de palavras, pensamentos e sentimentos menos positivos.

No carro, antes de uma viagem, nos momentos de tensão, tristeza ou necessidade, São Miguel está pronto para nos ajudar, basta conversarmos com Ele!

domingo, janeiro 01, 2006

Estás Pronto Para Uma Vida Superior?

Aurora Borealis - Luzes Dançando Sobre o Iglo

O maior obstáculo no caminho da purificação e da elevação da consciência é a dúvida. (Inventei agora, e concordo…)
A dúvida é velha conhecida do Ser. Talvez não nos acompanhe desde sempre, mas certamente que nos acompanha há muito tempo. E é nessa dúvida que o obstáculo da evolução se revela.

Trigueirinho, em “Aurora – Essência Cósmica Curadora”, perguntou:
- A quem sirvo e entrego a minha vida: aos homens, à dúvida ou ao Supremo?
- Há em mim possibilidade de trair? E de mentir?
- A obscenidade atrai-me?
- Sei dominar a preguiça? E a irritação?
- Sou constante na meta escolhida? Ou sou negligente?
- Abro-me ao trabalho do plano evolutivo?
- Qual a minha relação com a Luz: Amo-a ou temo-a?

Estas perguntas esperam uma resposta em cada um de nós. São perguntas que nem todos terão de se fazer... Mas seguramente que aqueles que anseiam por uma existência mais ampla e que questionam a sua prontidão para uma vida superior terão de encontrar as respostas.