O Novo Homem

"Não tenho medo da morte. Antes tenho medo da minha mente"

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Canalizadores e Canalizações


O canalizador, em bom português é aquele cujo trabalho é reparar canos de água, banheiras, sanitas e outras coisas mais. Por sua vez, canalização é uma forma de comunicação psíquica através da qual se obtêm mensagens de sabedoria espiritual e inspiração de outros Mundos.

Para aqueles mais afastados da espiritualidade, a confusão entre estes dois termos parece inevitável. É curioso observar que esta confusão não existe na língua inglesa. “Plumber” nada tem a ver com “channelling” e tampouco cano se diz “cane”. Mas enfim, deixemo-nos de divagações e passemos ao que interessa.

Judy Hall (astróloga e professora no “The College of Psychic Studies” de Londres), sugere algumas questões que o canalizador se deve colocar quando decide fazer uma canalização. Ei-las então:

- Estarei a canalizar num local seguro, limpo e puro?

- Estará a minha energia equilibrada e ao seu mais alto nível de consciência e pureza?

- Qual é a fonte da minha canalização?
(Estarei mesmo a canalizar um ser evoluído? Há a possibilidade de estar a canalizar um ser do plano astral?)

- Não estarei eu a canalizar a minha mente subconsciente, a minha imaginação ou o meu ego? (o conteúdo da canalização pode servir de pista)

- Estarei eu a ouvir o que, secretamente, quero ouvir?

- Tem a minha canalização algum valor real e prático? Ou são apenas desejos e máscaras da realidade?

A canalização pura e verdadeira pode, por isto, ser mais complexa do que à partida se possa julgar. Aqueles que estão conscientes que podem comunicar com entidades espirituais devem ter também a consciência de que mensagens com um cariz de crítica, fatalismo ou que simplesmente não façam vibrar o Amor em nós devem ser encaradas com desconfiança.

Infelizmente, o processo de canalização faz apelo ao ego. Qualquer pessoa que se sinta insignificante ou inferior pode sentir-se valorizada por canalizar uma entidade espiritual altamente evoluída. E isto pode ser uma armadilha pois pode levar a que a canalização ofereça expectativas irreais ou promessas de mudanças miraculosas de vida àquele que canaliza.

Outra armadilha centra-se no facto de que o conteúdo da comunicação tem de passar através da mente daquele que canaliza. O vocabulário, os conceitos e os preconceitos do canalizador podem “contaminar” até a melhor mensagem. O que sai da boca do canalizador (ou do livro) pode estar a anos-luz daquilo que originalmente foi comunicado.

Eventualmente, se a entidade comunicadora que está envolvida numa canalização não abandona aquele que canaliza, então uma “incorporação” tem lugar. Mas tal assunto vai para além deste texto. Para os eventuais interessados em tal matéria e com vontade de fazer umas pesquisas no google (passe a publicidade), a palavra inglesa para incorporações é “walk-in”.

Até amanhã!