O Novo Homem

"Não tenho medo da morte. Antes tenho medo da minha mente"

domingo, fevereiro 12, 2006

O Roubo do Tempo

A flexibilidade do Espaço-Tempo

Nos dias que correm anda muita gente com falta de tempo. Há contas para pagar, amigos para satisfazer, férias para planear, apostas no Euromilhões para fazer, muita conversa para pôr em dia, muita coisa para comprar, muito filme para ver... O curioso disto é que as pessoas que mais se queixam de falta de tempo são precisamente aquelas que mais coisas fazem. A meu ver, essas pessoas esqueceram-se do essencial. Esqueceram-se de parar e perceber o que é o Tempo.

A maioria das pessoas tende a ver o Tempo como uma entidade rígida. Mas na verdade, o Tempo não é rígido. Os Místicos disseram-nos isto durante séculos e o mesmo disse Einstein e o mesmo continua a dizer a moderna física quântica: O TEMPO É UMA ENTIDADE MALEÁVEL. Na verdade, é possível abrandar ou acelerar o Tempo. E é por isso que certos dias parecem passar num flash e outros parecem demorar eternidades. O segredo está em saber abrandar o ritmo da nossa vida. Porque a vagarosidade, ao contrário da preguiça, é uma virtude.

No momento presente, há uma quantidade enorme de Tempo. Quando nos focalizamos no momento do agora, surge-nos uma sensação de intemporalidade que não sei agora descrever. E isto é o que andamos à procura: a intemporalidade.

Muitas vezes damos connosco exaustos, a pensar no que ainda há para fazer. Dizemos então que não há tempo. Que nunca há tempo suficiente. E isto é porque gostamos de fingir que o Tempo não nos pertence, que não é nosso. No entanto, num sentido maior, pode pertencer-nos se essa for a nossa vontade. Muitos de nós dirão agora: “Mas e as responsabilidades? E os compromissos?”. OK, quem acredita que não tem tempo, é isso que experienciará. Disso não tenho dúvidas. A minha visão é que há e sempre haverá boas razões para dizermos que o Tempo não nos pertence. Há e sempre haverá qualquer coisa que temos mesmo de fazer (e geralmente é algo que não é para nós próprios).

O que penso é que temos de fazer de nós próprios a prioridade. Fazer do nosso tempo, O NOSSO TEMPO. Porque na verdade, há uma imensidão de Tempo. Se começarmos a viver intensamente cada situação que está à nossa frente, se pararmos de dizer “melhores tempos virão” e se pararmos de esperar por um melhor amanhã, RECUPERAREMOS O CONTROLO DO NOSSO TEMPO. E nessa altura, o Amor respirará...