O Novo Homem

"Não tenho medo da morte. Antes tenho medo da minha mente"

segunda-feira, junho 19, 2006

Humanidade

Jesus

Mais de 6.400 milhões de seres humanos habitam nesta nossa Terra: todos os dias… 100.000 deles morrem e outros tantos nascem. Este drama colossal tem ocorrido há dezenas de milhares de anos: talvez centenas de milhar, dos quais a História nem tem registo. Esta infindável procissão de Humanidade surge do desconhecido, atravessa o palco iluminado da vida humana, e desaparece novamente no desconhecido…

Cada um destes milhões que por aqui passou foi um Ser Humano, com os seus amores e medos, sonhos e esperanças como nós. Qual é o fim, o propósito de tudo isto? O que aconteceu a esta vasta procissão de seres que desapareceu no passado: onde estão eles agora? Desapareceram aos olhos dos seus sucessores, como se nunca tivessem existido. E nós, por nosso turno, durante alguns anos tentamos tecer os nossos sonhos em realidades. E que sonhos estranhos os Homens têm! Eles sabem que também irão, um dia, morrer.

Como é, então, que os homens usam os dias a eles concedidos? Alguns buscam poder e anseiam por acção: são os soldados, governadores e homens do Estado, mercadores, piratas, aventureiros, conquistadores. Outros procuram tornar-se eremitas e daí contemplar o mundo: estes são os artistas e os poetas, os escritores e filósofos, músicos e ascetas.

Mas para a maioria das pessoas, pode dizer-se que vivem vidas presas na rotina, que não escolhem, mas da qual não conseguem escapar: as suas mentes são condicionadas por um ambiente o qual nunca questionaram seriamente, ou que nunca supuseram que pudesse ser substancialmente diferente do que é.

Em resumo todos buscam a felicidade, mas poucos – muito poucos – sabem como a encontrar, ou onde procurar por ela. É um espectáculo emocionante, excitante, fascinante, cheio de lágrimas e risos humanos; mas terá algum sentido? É estranho, desesperadamente estranho, e quando o pensador usa a última porção dele próprio para pensar e desvendar este mistério, sentir-se-á provavelmente no final como

Uma criança a chorar a meio da noite,
E sem outra linguagem que não o choro.

Raynor C. Johnson The Imprisoned Spendour

1 Comments:

At 5:06 da tarde, Blogger António Rosa said...

A "busca" é isso mesmo. Um abraço. António

 

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