O Novo Homem

"Não tenho medo da morte. Antes tenho medo da minha mente"

domingo, julho 23, 2006

O Novo Homem


Há dias em que o Amor surge dentro de mim. Nem sequer chamo por Ele; Ele é que vem como um vento morno, não sei bem de onde, apanhando-me de surpresa.
E esta brisa que vem de fora - ou será de dentro? - faz-me ver o mundo como um imenso palco de cores e vida, onde só existe Paz.

Nestas alturas sinto as guerras como irreais, como se fossem uma invenção sem sentido... como é possível? Só existe o Amor. Tudo o resto é ridículo, são restos fictícios de um mundo que já não é.

Um Homem Velho dir-me-ia, condenatório: «Tens sorte por teres paz na tua vida, mas olha para os que sofrem, olha para as misérias do mundo. Estás a viver egoisticamente a tua vida fácil!»

Mas logo o Amor me sussurra: «...Para quê adicionar ao sofrimento mais sofrimento? Retorna antes Amor e Alegria. Olha os dramas com irrealidade – e talvez assim se tornem irreais. Cria comigo o Novo Mundo do Novo Homem»

E eu escolho ouvir o Amor. Nos dias em que Ele vem ter comigo e me enche, eu falo com a Sua voz, sem pensar. Através de mim, Ele espalha-se pelo ar em meu redor, pelas plantas, pelas nuvens, pelas pedras, e só já interessa o que é belo e o que flui.


Eu e o Amor continuamos a pulsar de Vida, a Amar a criação. E o Homem Velho afasta-se sisudo, julgando-se sério na sua armadura de medo. Não sabe que é preciso despir a armadura para poder entrar no Novo Mundo.

1 Comments:

At 8:36 da tarde, Blogger António Rosa said...

Muito bom. António

 

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