O Novo Homem

"Não tenho medo da morte. Antes tenho medo da minha mente"

segunda-feira, novembro 27, 2006

Como escapar da escuridão


Escapar d
a escuridão envolve dois passos: primeiro, o reconhecimento de que a escuridão não pode ocultar. Este passo, normalmente, acarreta medo. Segundo, o reconhecimento de que não há nada que queiras ocultar ainda que o pudesses fazer. Quando te dispuseres a não esconder nada, não só estarás disposto a entrar em comunhão, como também compreenderás a paz e a alegria.


A santidade nunca pode estar realmente oculta na escuridão, mas podes enganar-te a ti mesmo a esse respeito. Esse mal-entendido faz com que fiques assustado porque, no teu coração, reconheces que é um engano e fazes um grande esforço para estabelecer a sua realidade. O milagre põe a realidade onde ela deve estar. A realidade só pode estar no espírito, e o milagre reconhece somente a verdade. Desta forma dissipa as tuas ilusões sobre ti mesmo e coloca-te em comunhão contigo e com Deus. O milagre participa na Expiação, pondo a mente ao serviço do Espírito Santo. Isso estabelece a função própria da mente e corrige os seus erros, que são apenas faltas de amor. A tua mente pode estar possuída por ilusões, mas o espírito é eternamente livre. Se a mente percebe sem amor
, percebe uma concha vazia e não está consciente do espírito interior. Mas a Expiação restitui o espírito ao lugar que lhe é próprio. A mente que serve o espírito é invulnerável.

Um Curso em Milagres
Texto - Capítulo 1
IV.
Como escapar da escuridão

Leia o resto do texto e comente no Blog:
Nave Azul


Numa iniciativa conjunta os seguintes blogues possuem todos o mesmo post colocado a 27 de Novembro:

Difusão da Alma

Fuzil Cósmico

Nave Azul

O Cálice

O Novo Homem

Postais da Novalis

Com a Palavra, o Meu Lado Infinito

(por razões técnicas só fará a sua publicação mais tarde)


terça-feira, novembro 07, 2006

Férias !




segunda-feira, novembro 06, 2006

Que Entendeis por "Levar Uma Mensagem"?


Que entendeis por “levar uma mensagem”?

Entendeis repetição de palavras – propaganda? A propaganda, por sua própria natureza, é um meio de condicionar a mente.

Qualquer espécie de propaganda – a propaganda comunista, a propaganda religiosa, etc. — visa condicionar a mente.

Se aprenderdes uma “técnica” (como modernamente o chamais), um método, se o decorais e repetis, sereis um bom propagandista; se sois arguto, hábil, eloquente, condicionareis os vossos ouvintes de uma maneira nova, em substituição da antiga; mas isso será ainda condicionamento, ainda que limitado.

É esse o nosso problema. (...)

Krishnamurti

8 de fevereiro de 1953 – Palestra em Bombaim

Do livro: “Autoconhecimento – Base da Sabedoria

Lê o texto completo em Difusão da Alma


Este é um post conjunto, que está publicado simultaneamente
nos blogs

Difusão da Alma

Fuzil Cósmico

Nave Azul

O Cálice

Postais da Novalis

Será também publicado brevemente no blog

Com a Palavra, o Meu Lado Infinito


quarta-feira, novembro 01, 2006

Diálogo Entre o Sol e a Lua II


Sol – Olá minha amiga. Tens andado desaparecida. O que tens feito?

Lua – Olá amigo. Pois é, tenho andado a reflectir sobre as tuas sábias palavras.

Sol – E então, chegaste a alguma conclusão?

Lua – Sim, conclui que preciso conhecer-me melhor, saber quem realmente sou.

Sol – Fico contente por quereres fazer esse trabalho. Enquanto não nos conhecemos, não sabemos quem somos, e enquanto não sabemos quem somos, não conhecemos o nosso verdadeiro Caminho, andamos perdidos de nós próprios, infelizes, frustrados, insatisfeitos.

Lua – Obrigada pelo teu incentivo. Tens sido tão generoso.

Sol – Mas olha, aviso-te que nem sempre vai ser fácil.

Lua – Então?

Sol – Haverá momentos muito difíceis nessa caminhada... Mas não desistas, serão apenas algumas provas que precisas enfrentar para chegares a “bom porto”. Por isso confia, confia em ti! E eu estou aqui para te ajudar, sempre que quiseres.

Lua – Como é bom ouvir as tuas palavras! Mas podes explicar-me melhor que tipo de provas são essas.

Sol – Durante essa “descoberta” de ti, por vezes, irás sentir medo, podes não gostar muito de alguns aspectos que vês em ti... poderás ter dúvidas se estás no caminho certo... e, por vezes podes sentir-te ainda mais insegura, mais sozinha, como se ninguém à face da Terra te compreendesse.

Lua – Mas assim... será que vale a pena avançar?

Sol – Claro que vale a pena. Tudo vale a pena se a Alma não é pequena, dizia um talentoso poeta português.

Lua – “Tudo vale a pena se a Alma não é pequena

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor

Deus ao Mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o Céu.”

Do Fernando Pessoa.

Sol – Também o conheces!? E a poesia dele?

Lua – Sabes, ele conversava muito comigo. Ficava a olhar para mim e, certas noites, até me recitava alguns poemas.

Sol – Ah sim?

Lua – Ele interessava-se muito pelos astros e pela Astrologia. E também pelo inconsciente. Ele dizia que eu o compreendia. Sabes qual o heterónimo que ele usava como astrólogo?

Sol – Não faço ideia.

Lua – Era Rafael Baldaia.

Sol - Que interessante!

Lua - Ainda bem que me fizeste lembrar dele. Nesses momentos de desânimo de que falas vou lembrar-me que tudo vale a pena se a Alma não é pequena.

Sol – Isso mesmo! Coragem, minha amiga!

Lua – E agora vou continuar o meu trajecto. Até breve.

Sol – Até breve, querida amiga.