O Novo Homem

"Não tenho medo da morte. Antes tenho medo da minha mente"

quarta-feira, novembro 01, 2006

Diálogo Entre o Sol e a Lua II


Sol – Olá minha amiga. Tens andado desaparecida. O que tens feito?

Lua – Olá amigo. Pois é, tenho andado a reflectir sobre as tuas sábias palavras.

Sol – E então, chegaste a alguma conclusão?

Lua – Sim, conclui que preciso conhecer-me melhor, saber quem realmente sou.

Sol – Fico contente por quereres fazer esse trabalho. Enquanto não nos conhecemos, não sabemos quem somos, e enquanto não sabemos quem somos, não conhecemos o nosso verdadeiro Caminho, andamos perdidos de nós próprios, infelizes, frustrados, insatisfeitos.

Lua – Obrigada pelo teu incentivo. Tens sido tão generoso.

Sol – Mas olha, aviso-te que nem sempre vai ser fácil.

Lua – Então?

Sol – Haverá momentos muito difíceis nessa caminhada... Mas não desistas, serão apenas algumas provas que precisas enfrentar para chegares a “bom porto”. Por isso confia, confia em ti! E eu estou aqui para te ajudar, sempre que quiseres.

Lua – Como é bom ouvir as tuas palavras! Mas podes explicar-me melhor que tipo de provas são essas.

Sol – Durante essa “descoberta” de ti, por vezes, irás sentir medo, podes não gostar muito de alguns aspectos que vês em ti... poderás ter dúvidas se estás no caminho certo... e, por vezes podes sentir-te ainda mais insegura, mais sozinha, como se ninguém à face da Terra te compreendesse.

Lua – Mas assim... será que vale a pena avançar?

Sol – Claro que vale a pena. Tudo vale a pena se a Alma não é pequena, dizia um talentoso poeta português.

Lua – “Tudo vale a pena se a Alma não é pequena

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor

Deus ao Mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o Céu.”

Do Fernando Pessoa.

Sol – Também o conheces!? E a poesia dele?

Lua – Sabes, ele conversava muito comigo. Ficava a olhar para mim e, certas noites, até me recitava alguns poemas.

Sol – Ah sim?

Lua – Ele interessava-se muito pelos astros e pela Astrologia. E também pelo inconsciente. Ele dizia que eu o compreendia. Sabes qual o heterónimo que ele usava como astrólogo?

Sol – Não faço ideia.

Lua – Era Rafael Baldaia.

Sol - Que interessante!

Lua - Ainda bem que me fizeste lembrar dele. Nesses momentos de desânimo de que falas vou lembrar-me que tudo vale a pena se a Alma não é pequena.

Sol – Isso mesmo! Coragem, minha amiga!

Lua – E agora vou continuar o meu trajecto. Até breve.

Sol – Até breve, querida amiga.


1 Comments:

At 10:21 da tarde, Blogger Olga Correia said...

Lindo! Lindo! Lindo!
Forma fantástica de dizer coisas tão importantes.
:)

 

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